Os dois sistemas — e como a Nota Plena atende os dois
A NFS-e está no meio de uma troca de trilhos. De um lado, o sistema que a prefeitura de São Paulo usa hoje. Do outro, o padrão nacional da NFS-e, que a reforma tributária transformou no destino de todo mundo. Quem emite por conta própria vai ter que atravessar essa ponte na mão. Aqui, a Nota Plena já emite em produção.
Hoje em São Paulo
NFS-e da Prefeitura de São Paulo (a "nota fiscal paulistana")
Sistema próprio da Prefeitura de São Paulo, com webservice e código de serviço municipal de 5 dígitos — não o código da lista nacional. O acesso do prestador é por Senha Web, certificado digital ICP-Brasil ou conta gov.br, e depende do CCM.
Portal oficial da prefeitura ↗
✓ A Nota Plena emite por aqui, em produção.
O padrão nacional
Layout 2, com IBS e CBS
A Secretaria Municipal da Fazenda declarou que o município mantém o emissor próprio. Desde 01/01/2026 convivem dois layouts: o Layout 1, só com ISS, e o Layout 2, que traz também IBS e CBS. A própria prefeitura trata 2026 como ano de teste, com a dispensa de penalidades prevista na LC 214/2025. Exceção que vale mais que a regra da cidade: as empresas do Simples passam a emitir pelo Emissor Nacional — uma transição que já está a caminho.
✓ O caminho nacional foi homologado pela Nota Plena em Itupeva, com nota real em produção.
Fonte da situação do convênio: planilha oficial de municípios aderentes publicada pelo Portal da NFS-e (gov.br/nfse) — São Paulo consta como Conveniado Ativo (Ambiente Nacional), com vigência desde 22/12/2025.
O que você precisa ter em São Paulo
- CCM — Cadastro de Contribuintes Mobiliários. É a inscrição municipal de São Paulo, e sem ela não há emissão.
- Acesso à NFS-e paulistana: Senha Web, certificado digital ICP-Brasil ou conta gov.br.
- Certificado digital A1 da empresa (e-CNPJ) para emitir automaticamente pela Nota Plena.
- O código de serviço municipal de São Paulo — 5 dígitos, diferente da lista nacional. A Nota Plena escolhe pelo CNAE do seu CNPJ e aplica a alíquota vigente no catálogo da prefeitura.
Como emitir sem abrir o portal da prefeitura
Crie a conta e cadastre a empresa: CNPJ, cidade e inscrição municipal. A razão social vem da Receita.
Suba o certificado digital A1 uma única vez, se a sua cidade exigir. Ele fica guardado criptografado.
Diga o valor, para quem é e o que foi feito — falando, escrevendo no WhatsApp ou subindo uma planilha.
Confirme. A nota volta com número, PDF e XML oficiais da prefeitura, prontos para mandar ao cliente e ao contador.
Quem emite em São Paulo
É a maior base de prestadores de serviço do país: agências, consultorias, clínicas, escritórios, professores, desenvolvedores, prestadores B2B de todo tipo. Também é onde mais gente descobre, tarde, que a nota paulistana tem código de serviço próprio e não aceita o código da lista nacional.
São Paulo tem cerca de 11,5 milhões de habitantes (estimativa constante da planilha oficial de municípios aderentes à NFS-e nacional).
A nota fiscal de cada serviço em São Paulo
Como fica a nota paulistana do seu serviço, quais códigos municipais o catálogo oferece como opção e como emitir pela Nota Plena. O código e a alíquota da sua empresa, confirme sempre com o seu contador.
Perguntas de quem emite em São Paulo
São Paulo vai deixar de ter sistema próprio de nota fiscal?
Não. A Secretaria Municipal da Fazenda declarou que o município mantém o emissor próprio de notas fiscais de serviço. O que a reforma tributária trouxe foi um layout novo — o Layout 2, com IBS e CBS — dentro do mesmo sistema da prefeitura, e não a migração dos contribuintes para o portal nacional.
Preciso de certificado digital para emitir NFS-e em São Paulo?
Para emitir manualmente no portal, não: a prefeitura aceita Senha Web, certificado digital ou conta gov.br. Para emitir de forma automática pela Nota Plena — por voz, WhatsApp ou planilha — o certificado A1 da empresa é necessário, porque é ele que assina a nota no seu lugar.
Qual a diferença entre nota fiscal paulista e nota fiscal paulistana?
São coisas diferentes. A paulista é estadual, de ICMS, ligada ao programa de devolução de crédito do governo do Estado. A paulistana é municipal, de ISS, e é a nota que um prestador de serviço em São Paulo emite. Quem presta serviço emite a paulistana.
O que é o Layout 2 e eu preciso me preocupar com ele agora?
É o leiaute novo da NFS-e paulistana, que carrega IBS e CBS além do ISS, disponível na emissão online e por webservice. Em 2026 o período é de teste, e a prefeitura cita a dispensa de penalidades prevista na LC 214/2025. A Nota Plena já emite no Layout 2 em produção; ativamos por empresa, para quem quer entrar antes de o prazo apertar.
Meu código de serviço não é aceito na emissão. Por quê?
Quase sempre porque foi informado um código da lista nacional (LC 116) em vez do código municipal paulistano, que tem 5 dígitos. A Nota Plena deriva o código a partir dos CNAEs do CNPJ e aplica a alíquota vigente no catálogo da própria prefeitura, o que elimina a maior parte dessas recusas.
Sou do Simples Nacional em São Paulo. Continuo emitindo na paulistana?
Sim, por enquanto. Uma transição já em curso vai levar as microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples a emitir a NFS-e pelo Emissor Nacional — mesmo em São Paulo, que mantém o sistema próprio para os demais. O sistema da prefeitura segue disponível para consultas e emissões retroativas. Na Nota Plena isso não muda a sua rotina: emitimos pelos dois caminhos, e migramos você no momento certo sem que precise acompanhar prazo.
Sou autônomo com CCM e isento de ISS. Preciso emitir nota?
Em São Paulo, sim — e o caminho para os optantes do Simples é o Emissor Nacional. A isenção de ISS concedida pela lei municipal 14.864/2008 aos profissionais liberais nunca dispensou a obrigação acessória de emitir o documento; ela dispensa o imposto, não a nota.